Dolomitas Alpes Italianos

Dolomitas, tudo o que você precisa saber sobre essa região dos Alpes Italianos

Nem Roma, nem Veneza ou Toscana, meu destino dos sonhos no País da Bota sempre foi Dolomitas. Lá no Norte da Itália, na fronteira com a Áustria, foi parte oriental do Alpes Italianos que mais chamou a minha atenção. A enorme cadeia montanhosa e a infinidade de trilhas e lagos formidáveis atuaram em mim de forma parecida como um ímã: eu tinha que ir. Acrescente a isso o fato de que o local ainda não é tão explorado e pronto, era a receita pra uma viagem dos sonhos. E foi.

Montanha refletindo no Lago Mosigo, em San Vito di Cadores nas Dolomitas
Lago Mosigo em San Vito di Cadore, nas Dolomitas

Ao pesquisarmos sobre esse destino, sentimos muita falta de bons materiais e informações na internet. A maioria dos sites que explicam bem essa região dos Alpes Italianos são internacionais. Por isso, já de antemão, eu queria agradecer a Márcia do blog Mulher Casada Viaja e ao Amilton do blog Turisteiro por tirarem algumas das minhas dúvidas – valeu, gente! Mas pensando em facilitar a vida dos nossos leitores, segue um post completinho onde você vai ler:

Tudo o que você precisa saber sobre as Dolomitas, nos Alpes Italianos

Com uma cordilheira que possui picos com mais de 3 mil metro de altura, as Dolomitas são de longe a melhor atração dos Alpes Italianos. Suas montanhas se dividem através de três regiões da Itália: Vêneto, Trentino-Alto Ádige e Friuli Venezia Giulia. Além disso, abrange os territórios de Trento, Bolzano, Belluno, Udine e Pordenone. Sim, apesar de ainda não ser um dos destinos mais famosos do país, a área das Dolomitas é bem extensa e seus mais de 141 mil hectares fazem parte da lista de Patrimônio Natural da Unesco desde 2009.

Montanhas Dolomitas
Reparem nas partes mais brancas das montanhas….

As Dolomitas possuem esse nome por causa do geólogo francês Deodát  Dolomieu. Foi ele quem descobriu as propriedades geológicas da cadeia montanhosa e em suas pesquisas viu que eram diferentes de outras  montanhas da região. A predominância de carbonato duplo de cálcio dá às cordilheiras  um tom esbranquiçado, por isso elas também são conhecidas como  Montanhas Pálidas.

 
Veja também:
 – Conexão em Roma: como aproveitar suas horas na cidade
– Roteiro na Toscana: 3 sugestões para quem vai pela primeira vez
– Coliseu, todas as dicas para você conhecer a atração mais famosa de Roma

Como chegar

Como era de se imaginar, não existe nenhum aeroporto nas Dolomitas. Por isso, para chegar até lá é necessário pegar um voo para alguma outra cidade da Itália. A melhor opção em relação a distância é voar até Veneza. De lá você pode seguir para os alpes italianos. Ou então você pode voar até Treviso, com um adendo de que esse aeroporto recebe mais voos de companhias low cost. No entanto, não foi esse o trajeto que fizemos. Nós voamos até Milão e valeu a pena. Apesar do percurso um pouco mais longo, conseguimos uma boa promoção de passagem aérea e alugamos um carro para fazer o nosso roteiro. Em breve vamos falar sobre ele aqui. Bom, diante disso, vamos às opções! rs.

1 – Avião + Ônibus
  • Chegando por Veneza: a partir de Veneza é possível pegar um ônibus até Cortina d’Ampezzo, cidade conhecida como Pérola das Dolomitas. A ATVO realiza o trajeto com três saídas diárias, enquanto a Flixbus faz o trecho 4 vezes por semana. Os valores das passagens variam de 8 a 14€.
  • Chegando por Treviso: se você chegar a partir do aeroporto de Treviso pode utilizar o serviço de ônibus da Cortina Express. A viagem até Cortina dura cerca de 1:45 e a passagem custa em torno de 25€. Essa mesma empresa também faz o percurso Bolonha x Cortina, porém a viagem dura quase 5 horas e o preço é na faixa de 50€.

Nós já fizemos vários deslocamentos de ônibus pela Europa e nunca tivemos problema nenhum. Nosso roteiro pelo Leste Europeu foi todo feito através da Flixbus e deu tudo certo. Além disso, também já fomos de Milão para Lugano, na Suíça, de ônibus e também foi ótimo. Vale a pena fazer os deslocamentos dessa forma se a passagem do ônibus estiver bem mais baixa que a passagem de trem. Geralmente ela está, mas mesmo assim é bom sempre comparar.
  • Chegando por Milão: uma boa opção para quem quer aproveitar promoções de passagem área é essa. Você pode voar até Milão e de lá pegar um ônibus até Trento ou Bolzano. O trajeto Milão x Trento dura mais ou menos 3:30 e custa em média 10€ através da Flixbus. Já Milão x Bolzano dura cerca de 4 horas e custa entre 10 à 15€ também pela mesma empresa.
  • Innsbruck (Áustria) x Dolomitas: como essa região é bem na fronteira com a Áustria, existem ônibus saindo de Innsbruck até a Bolzano. O trajeto não chega nem a 2 horas e a passagem custa menos de 10€ pela Flixbus.
2 – Trem
  • Verona x Bolzano: caso você já esteja viajando pela Itália, você pode chegar nas Dolomitas pegando um trem de Verona direto para Bolzano. Você levará em torno de 1:30 e ainda conseguirá achar passagens promocionais por menos de 10€.
  • Verona x Trento: pegar um trem para Trento também é uma boa pedida. O trajeto levará menos de 1 hora e você encontrará passagens até mesmo por 7€.
  • Milão x Bolzano: você também pode chegar através de Milão e de lá pegar um trem até Bolzano. Entretanto, conte com uma baldeação em Verona. O trajeto total dura cerca de 3:30 e a passagem custa cerca de 26€ pela Trenitalia.
  • Milão x Trento: outra opção é começar o seu roteiro pelas Dolomitas por Trento. Existem trens de Milão até lá, mas também rola aquela paradinha em Verona. As passagens também ficam na faixa de 20€ a 26€.
3 – Carro alugado

Para nós, essa é sem dúvidas a melhor opção! Como já dissemos, foi exatamente isso o que fizemos para conhecer melhor os Alpes Italianos. Alugamos o carro no aeroporto de Milão através da RentCars e rodamos por 13 dias felizes da vida. Estando com um carro alugado o ponto de partida da viagem passa a importar menos e eu acredito que fazer um roadtrip pelas Dolomitas é a melhor forma de conhecer tudo.

Estradas nas Dolomitas
Alugar um carro ainda te dará a possibilidade de parar a qualquer momento para fazer fotos! =)

Quando ir

Isso vai depender muito do tipo de viagem que você curte, mas saiba que as Dolomitas são um destino para todas as estações. O verão e a primavera são as melhores épocas para curtir as praias dos lagos e para pegar todas as trilhas completamente abertas. Já o inverno é para quem quer curtir o friozinho das montanhas, ver neve e praticar esportes como snowboard e esqui, por exemplo. Nessa época os lagos congelam e o cenário muda completamente, mas ainda assim, é incrível!

Nós fomos durante o outono, no mês de novembro, e conseguimos pegar dois cenários diferentes. Até meados do mês vimos as cores e folhas de outono contrastarem com o verde espelhado dos lagos. Logo após começamos a pegar os prenúncios invernais. Vimos pistas de esqui prontas para uso, lagos completamente congelados e até mesmo nevar. Ou seja, fizemos trilhas tanto em terrenos secos, como também na neve. Para nós, que queríamos ver os lagos sem estarem congelados mas também queríamos ver neve, foi incrível!

Mirante Dolomitas
Mirante pelas estradas das Dolomitas
->Você também pode gostar de:

– Roteiro em Ushuaia de 5 dias durante o inverno

– Trekking no Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo

Vale lembrar que os famosos Refúgios de Montanha só ficam abertos durante o verão e o inverno, na alta temporada. Ou seja, se você conta com eles para pernoitar, comer alguma coisa, usar seus teleféricos ou até mesmo ir ao banheiro, é bom checar se estarão abertos no período da sua viagem. Nós não pegamos nenhum deles em funcionamento, no entanto, é possível chegar até eles caminhando normalmente através de alguma trilha. Nós fizemos isso com o Rifugio Auronzo e a trilha para Tre Cime di Lavaredo. Em breve também iremos fazer um post sobre ele e sobre outros refúgios da região.

Rifugio Scoiatolli
Rifugio Scoiatolli, no alto das Dolomitas

O que fazer nas Dolomitas

O que não faltam são atividades para fazer nessa região dos Alpes Italianos. Com toda a certeza os esportes de aventura são os que mais atraem os turistas, mas os menos aventureiros também não ficam desamparados.

Para quem gosta de emoção, tem desde trilhas mais curtas até travessias de longa duração nas montanhas. E o mais legal é que todas elas têm nomes e indicações, por mais longas e difíceis que elas sejam. E o mesmo vale para as escaladas. No site oficial das Dolomitas tem todas essas informações. Também rola bike trail, motor trail e todos os tipos de “trail” que vocês podem imaginar. rs

Trilhas nas Dolomitas
Todas as trilhas das Dolomitas são sinalizadas e identificadas através de números

Para os amantes de neve, no inverno tem esqui, snowboard, esqui cross-country, escaladas no gelo, moto de neve, caminhada com raquetes de neve e etc. Ou então você pode apenas virar criança e fazer bonecos, mesmo. rs

Brincando na neve dos alpes italianos
Não fizemos boneco de neve, mas pelo menos eu brinquei rs

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Para quem quer algo mais tranquilo, independente de ser verão ou inverno, dá pra aproveitar a boa culinária italiana misturada com alemã, apreciar as paisagens incríveis, fazer caminhadas leves e curtir os lagos. Aliás, o que não falta é lago nas Dolomitas e cada um é mais bonito que o outro. No Lago di Braies, por exemplo, dá até mesmo pra fazer um pequeno passeio de barco.

Lago Dobbiaco
Lago Dobbiaco

Melhores cidades para se hospedar e quantos dias ficar

Vou confessar para vocês, essa não é uma decisão fácil. São tantas cidades e vilarejos alpinos incríveis que dá vontade de conhecer e se hospedar em todos. Justamente por isso,optamos por montar base em lugares diferentes. Foi o ideal para o nosso roteiro. Nós pernoitamos em Cortina d’Ampezzo, Bolzano, Trento, Selva di Cadore e Val di Funes. Para curtir bem a região, recomendamos ficar pelo menos de 3 à 5 dias. Mas na real? Fique mais!

Ruas de Cortina d'Ampezzo
Ruas de Cortina d’Ampezzo

Se assim como nós você também pretender fazer uma viagem longa pelas Dolomitas, sugiro que escolha mais de uma cidade para montar base. Caso seu planejamento seja de 4 dias ou mais, vale mais a pena escolher uma ou duas cidades e fazer bate e volta.


Algumas opções considerando uma melhor infraestrutura:
  • Cortina d’Ampezzo: localizada no coração das Dolomitas, é uma ótima base para conhecer a maioria dos lagos, para fazer muitas trilhas e para esquiar. Como Cortina tem preços mais elevados, San Vito di Cadore é uma boa opção caso você queira fugir deles. A cidadezinha fica a menos de 20 minutos de distância de Cortina.
  • Bolzano: porta de entrada das Dolomitas, excelente opção para estar mais perto das estações de esqui do Alpe di Siusi sem ter que se hospedar por lá. Além disso, também é uma boa base para conhecer alguns castelos da região de Tirol do Sul.
  • Trento: a maior cidade e capital da região do Trentino-Alto Ádige. Foi de longe o lugar com mais infraestrutura que nós nos hospedamos, seguido de Bolzano e depois Cortina. É uma boa base para conhecer o Lago di Tenno e o Lago di Tovel. Quem aluga um carro em Milão e segue nessa direção ainda pode dar uma paradinha do Lago di Garda. Nós fizemos isso e vamos contar em breve aqui.
Cidades/regiões base para quem tem como foco o esqui (além de Cortina e Bolzano)
  • Alpe di Siusi: além de ser uma das regiões mais bonitas das Dolomitas e dos Alpes Italianos no geral, é uma excelente opção para quem quer focar nos esportes de neve. Há várias opções de hospedagens praticamente dentro das pistas. rs
  • Selva di Val Gardena: segue a mesma linha do Alpe di Siusi, ou seja, há vários hotéis bastante voltados para o esqui.
  • Madonna di Campiglio: por ser uma das maiores e mais importantes estações de esqui da Itália a oferta de hospedagem nessa região também é enorme.

É claro, não esperem preços muito atrativos. Caso você queira se hospedar o mais próximo possível das melhores áreas de esqui, tenha em mente que isso tem um custo. Mas ao meu ver, obviamente compensa demais!

Alpe di Siusi
Pistas de esqui no Alpe di Siusi
Vilarejos e cidades menores que valem a hospedagem

Existem diversos vilarejos e cidades menores encravados no meio das Dolomitas. Alguns possuem uma estrutura maior, outros nem tanto. Mas de qualquer forma, eles são sempre lindos e charmosos. Você pode usá-los como pit-stop durante uma viagem de carro ou então como um descanso no meio do roteiro. Algumas sugestões: Santa Maddalena no Val di Funes, Selva di Cadore, Fiera di Primiero, San Martino di Castrozza, Alta Badia, Alleghe, entre outros. Vale lembrar que muitos deles também possuem uma boa estrutura para o esqui.

Val di Funes
Val di Funes

Como se locomover pela região

Definitivamente o carro é a melhor opção para deslocar por essa região dos Alpes Italianos. Apesar de muitos trechos estreitos, achamos as estradas das Dolomitas bem boas, até mesmo as vias secundárias. Aliás, sempre que possível saia da autoestrada. Te garanto que as vistas serão bem melhores!

Fim de tarde Dolomitas
E esse fim de tarde?

Se ainda assim você quiser se deslocar de transporte público, saiba que é possível, mas no entanto, os horários e as rotas não são muito frequentes. Algumas delas só funcionam na alta temporada e costumam ter um intervalo bem grande entre as linhas. Nós, por exemplo, vimos diversas placas de ônibus mas poucos de fato passaram por nós. Em uma breve pesquisa na internet também achamos alguns trajetos entre as cidades feitos pela Dolomiti Express.

Agora com todas essas informações, o que falta para você conhecer as Dolomitas, nos Alpes Italianos? Só vai! rs

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Dhebora Sancho

Carioca de nascimento. Educadora Física de profissão. Viajante de coração. Apaixonada pelas coisas simples da vida e intrigada pelas complexas. Costuma dizer que adora um sol, mas não dispensa os dias nublados.

2 thoughts to “Dolomitas, tudo o que você precisa saber sobre essa região dos Alpes Italianos”

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