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Zoológico de Luján é um programa bem controverso para aqueles que vão para Buenos Aires. Localizado a 75 km da capital argentina, o zoo se encontra na cidade de Luj. Para ir até lá é necessário reservar um dia inteiro do seu roteiro.

Entrada do Zoo (Foto: Carioca Sem Fronteiras)

Como é o Zoológico de Luján?


Considerado programa imperdível para alguns e “turismo sem-noção” para outros, o zoológico se tornou tão polêmico nos últimos anos que muitas pessoas se questionam se vale a pena a visita.
Quando resolvemos visitar o Zoológico de Luján tentei manter a mente aberta em relação a tudo o que já havia lido sobre ele. Há relatos de animais dopados, maus tratos, entre outros. Além do fato deles estarem fora de seus habitats naturais, é claro. Mas depois da visita e revisando as fotos para postar no blog, é impossível não se questionar em relação a algumas coisas.

Se os animais são realmente dopados? Eu não posso de fato afirmar. Se eles recebem maus tratos? Sinceramente, eu não vi enquanto estava no ambiente. Mas posso afirmar com certeza que eles estão fora de seus habitats e de suas rotinas normais. Alguns animais simplesmente são alimentados o tempo inteiro e expostos a enormes situações de estresse. Tipo o casal de elefantes que come um cenoura a cada foto com os turistas.

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Mais uma cenourinha pra bichinha.

Controvérsias…

A cada novo turista que entra em uma jaula, há todo um ritual que se repete: o turista entra, brinca um pouquinho, alimenta o bicho, tira as fotos e sai. E o processo se repete até que se encerre o horário de visitação. Puxado, não?

O dono do Zoológico de Luján afirma que todas essas acusações são falsas. Que os bichos são domesticados por serem criados desde pequenos em cativeiro e que inclusive os cachorros que nós vemos em algumas jaulas estão ali justamente para ajudar nessa domesticação.

E o que eu penso sobre o lugar?

A verdade é que a polêmica é real e irá durar enquanto o Zoológico de Luján estiver aberto ao público. Muitas pessoas continuam indo até e lá e muitas outras fortemente não indicam o passeio. Cabe a cada viajante avaliar se a visitação realmente vale a pena. Sou daquelas que acredita que existem algumas coisas que devemos ver com nossos próprios olhos para tirar nossas próprias conclusões. E outras que na verdade nem precisamos ver para crer. Eu mesma fiz isso e hoje em dia não repetiria o passeio. Mas no intuito de servir com a informação para àqueles que estão em busca dela vou seguir com o relato do local.

Leãozinho

Como chegamos no Zoológico de Luján

Para chegar no local contamos com o serviço de transfer da empresa FabebusNosso próprio hotel se encarregou de ligar para eles e reservar o transfer. Geralmente eles marcam um ponto de saída no centro da cidade. Todos aqueles que fizeram suas reservas embarcam e pagam a passagem na hora. Assim que você chega ao zoológico você já pode reservar seu horário de volta.

Compra de Ingressos

Ao chegar no Zoo de Luján, a compra da entrada foi um pouco desorganizada. Não achamos um local específico com o nome de “bilheteria”, mas sim algumas pessoas em pé vendendo os ingressos identificadas por um colete.
O local parece uma grande fazenda, com chão de terra batida e alguns pedaços com o gramado falho. Há animais andando soltos e por isso dá pra sentir um cheiro não muito agradável em alguns momentos.

Em algumas partes há tratores, carros velhos, veículos militares, máquinas agrícolas e outras ferrarias. Todas dispostas “organizadamente” no intuito de decorar e criar um museu ao ar livre, creio eu.

O tal do museu a céu aberto

Estrutura do zoológico

Para comer, há locais vendendo sanduíches e empanadas. Há também um restaurante no local mas nem chegamos a ir até ele. Como qualquer local mega turístico, as coisas são beeem caras, então o melhor mesmo é levar seu próprio lanche.
Os banheiros pecam na limpeza e também não suportam a quantidade de pessoas que visitam diariamente o lugar. E é bom estar preparado para enfrentar filas caso precise utilizá-lo.

Prepara-se também para longas filas para interagir com os animais mais famosos. Já li relatos de pessoas que ficaram mais de uma hora na fila para acariciar leões e tigres.

Filhote de Tigre (Foto: Carioca Sem Fronteiras)

Considerações finais

Hoje nós jamais visitaríamos o zoológico novamente. Algumas coisas realmente me incomodaram ao ponto de nem indicar o zoológico de Luján como opção de turismo. Mas é aquilo, cabe a cada um avaliar que tipo de viagem quer fazer.

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Autor

Carioca de nascimento. Educadora Física de profissão. Viajante de coração. Apaixonada pelas coisas simples da vida e intrigada pelas complexas. Costuma dizer que adora um sol, mas não dispensa os dias nublados.

2 Comentários

  1. Jasson Santos Responder

    Oi tudo bem? Referente a Lujan achei muito rústico meio abandonado, também achei que o elefante sofria de mais comendo a cada minuto só para tirar as fotos, adorei a parte das aves e os leões dá sim uma certa tensão entrar na jaula, quando chegaria perto de um leão? Só em Lujan.
    Matei minha curiosidade , eu voltaria de boa.

    • Oi, Jasson! Obrigada pelo seu comentário…
      Pois é, achamos meio abandonado tbm e ficamos pensando em como os animais são tratados e tal… sei lá, é um tipo de turismo que não faríamos de novo.

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